Dor de crescimento ou sinal de alerta? Saiba quando investigar a dor nas pernas da criança

0
14

Dor nas pernas da criança pode ser mais do que crescimento; veja quando investigar Crédito: Imagem gerada pela IA

Dor nas pernas no fim do dia ou durante a noite é uma queixa comum na infância e muitas vezes recebe o nome de “dor do crescimento”. Apesar de frequente, nem todo incômodo nos membros inferiores está relacionado ao desenvolvimento da criança. Observar como a dor aparece e, principalmente, se ela muda a forma de andar, correr ou brincar ajuda a identificar quando é preciso procurar um médico.

As chamadas dores do crescimento costumam atingir as duas pernas, principalmente coxas, panturrilhas ou a região atrás dos joelhos. Apesar do nome, não há evidências de que sejam provocadas diretamente pelo crescimento dos ossos. Em geral, aparecem à noite, mas a criança acorda no dia seguinte sem dor, não manca e mantém normalmente suas atividades.

Quando a dor merece atenção?

Para o ortopedista pediátrico Rodrigo Sbeghen Pascoalino, do Imot, observar o comportamento da criança entre os episódios é uma das principais formas de perceber se existe algo diferente do padrão esperado. “O padrão da dor traz informações importantes. Se a criança acorda bem, não apresenta limitações e continua correndo e brincando normalmente, a situação é diferente daquela em que a dor começa a interferir na rotina”, explica.

Alguns sinais, porém, indicam que o incômodo precisa ser investigado. Entre eles estão dor persistente ou que piora com o tempo, dor sempre no mesmo local ou em apenas uma perna, inchaço, vermelhidão, febre e limitação dos movimentos. Também merece atenção quando a dor permanece durante o dia ou faz a criança deixar de correr, brincar ou participar de atividades que realizava normalmente.

Dor pode ter outras causas

Dores musculares, excesso de esforço relacionado à prática esportiva, pequenos traumatismos e determinadas condições ortopédicas também podem provocar desconforto nas pernas durante a infância. Por isso, a recomendação é observar mudanças no comportamento e na mobilidade em vez de tentar descobrir a causa apenas em casa. A forma como a criança se movimenta pode fornecer pistas importantes para a avaliação.

Durante a consulta, o ortopedista pode analisar a marcha, as articulações, os membros inferiores e o desenvolvimento musculoesquelético. A partir dos sinais encontrados, o profissional decide se há necessidade de exames complementares. Segundo Pascoalino, a presença de dor isoladamente não significa que a criança precise passar por uma bateria de exames. O principal é perceber quando o quadro foge do padrão habitual, persiste ou começa a interferir na rotina.

“Nem toda dor nas pernas precisa gerar preocupação ou levar à realização de exames. O ponto de atenção é perceber quando ela foge do padrão esperado, persiste ou passa a limitar a criança”, afirma. Nessas situações, a avaliação médica ajuda a identificar a origem da queixa e definir se é necessário aprofundar a investigação.

Fonte: Jornal Correio

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here