Pesquisa mostra avanço do WhatsApp nas farmácias brasileiras

0
24

digitalização, o envelhecimento da população e a busca por conveniência estão transformando o varejo farmacêutico brasileiro. É o que aponta a Pesquisa de Comportamento do Consumidor em Farmácias 2026, realizada pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa), em parceria com o Instituto Axxus e o NEIT da UNICAMP.

O levantamento ouviu 4 mil consumidores em todas as regiões do país e identificou mudanças na jornada de compra, no uso de canais digitais e na relação dos consumidores com serviços oferecidos pelas farmácias.

Segundo Edison Tamascia, presidente da Febrafar, o setor vive uma mudança estrutural. “A farmácia deixou de ser apenas um ponto de venda de medicamentos e se consolidou como um centro de conveniência, relacionamento e serviços em saúde. O consumidor está mais conectado, mais exigente e busca soluções que combinem agilidade, confiança e suporte no cuidado diário”, afirma.

WhatsApp vira extensão da farmácia

Apesar de a compra presencial ainda liderar, os canais digitais ganharam espaço. Hoje, 16,6% dos consumidores já não fazem compras presenciais em farmácias.

O WhatsApp aparece como principal canal remoto utilizado pelos consumidores. Segundo a pesquisa, 13,3% dos entrevistados usam o aplicativo como principal meio de compra, mais que o dobro do registrado na edição anterior do levantamento.

“O WhatsApp passou a funcionar como uma extensão do balcão da farmácia. O consumidor quer conveniência digital, mas sem abrir mão da interação humana e da confiança construída no atendimento”, diz Tamascia.

Idosos preferem atendimento consultivo

O estudo também mostra o avanço do público acima de 60 anos no setor. Entre os entrevistados dessa faixa etária, 72% afirmam utilizar mais de três medicamentos contínuos por dia.

As principais dificuldades relatadas por esse público incluem leitura de bulas e embalagens, lembrança dos horários dos medicamentos e manuseio de comprimidos. Além disso, 65,6% demonstraram interesse em serviços de apoio, como organizadores de medicamentos e sistemas de lembrete.

“O envelhecimento da população brasileira vai mudar profundamente o papel das farmácias nos próximos anos. O setor terá cada vez mais responsabilidade no suporte ao paciente, principalmente no acompanhamento do uso correto dos medicamentos”, afirma o executivo.

Farmacêutico ainda é pouco acionado

Mesmo com o aumento das demandas relacionadas ao cuidado contínuo, mais da metade dos consumidores acima de 60 anos afirma nunca tirar dúvidas com farmacêuticos.

Para a Febrafar, o dado indica espaço para ampliar a atuação clínica e consultiva dentro das farmácias. “Existe uma grande oportunidade para ampliar o papel do farmacêutico como agente de orientação e cuidado”, afirma Tamascia.

Consumidores sentem os preços

A pesquisa também identificou maior pressão financeira sobre os consumidores. Atualmente, 12,6% afirmam não conseguir comprar todos os medicamentos desejados por questões econômicas.

O levantamento aponta ainda avanço da procura por genéricos, que passaram de 27,6% das cestas de compra em 2021 para 32,1% em 2026.

“O consumidor está mais atento ao equilíbrio entre qualidade, acesso e custo”, afirma o presidente da Febrafar.

Farmácias devem ser convenientes

Os programas de fidelidade também avançaram no setor. Segundo o estudo, 64,5% dos consumidores brasileiros já participam dessas iniciativas.

Para a entidade, o varejo farmacêutico vive atualmente três grandes movimentos estruturais: digitalização gradual da jornada de compra, envelhecimento do consumidor e maior busca por conveniência e serviços.

“O futuro das farmácias estará cada vez mais ligado à capacidade de integrar tecnologia, relacionamento e cuidado em saúde. Quem conseguir entregar essa combinação terá maior relevância no mercado”, conclui Tamascia.

Fonte: E-Commerce Brasil

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here