Destres naturais serão mais evidentes durante a passagem do El Niño – Foto: Ilustrativa | Magnific com uso de IA
A passagem do super El Niño pelo Brasil pode ocasionar uma série de desastres naturais em todo o país. Previsto para chegar ao território brasileiro entre a primavera e o início do verão, o fenômeno natural aumentará o risco de enchentes, estiagens, ondas de calor e queimadas.
As informações foram reveladas nesta segunda-feira, 3, no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), em parceria com outros órgãos federais.
De acordo com o documento, há 100% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027, com possibilidade elevada de atingir a categoria “muito forte”, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial supera 2°C.
A intensidade do fenômeno aumenta a probabilidade de eventos extremos, já que ele modifica o comportamento dos ventos, o transporte de umidade e a formação de sistemas de chuva, deixando o clima favorável para enchentes, ondas de calor, queimadas e temporais.
Regiões do Brasil afetadas
O maior impacto deve acontecer na região Sul, com previsão do Inmet para chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.
No Norte a situação é inversa, com probabilidade de redução de chuvas, temperaturas acima da média, favorecendo a persistência da estiagem, aumentando o ressecamento da vegetação e reduzindo a disponibilidade hídrica, consequentemente ampliando o risco de incêndios florestais na Amazônia.
No Nordeste o calor segue predominante, com temperaturas acima da média, redução da duração das chuvas, prolongamento da estiagem, e menor disponibilidade de água em rios e reservatórios.
O Sudeste também contará com temperaturas elevadas, ondas de calor e irregularidade das chuvas. Além de redução da umidade do solo, podendo intensificar o quadro de seca em alguns estados.
Já o Centro-Oeste sofrerá com um atraso no início da estação chuvosa, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar, com maior risco de queimadas e incêndios florestais.
Fonte: A Tarde









