Foto: Pexels
Por editorial do jornal A TARDE
A mais nova revolução da pesquisa científica em medicina, viabilizando a vitória sobre o câncer, chegará ao povo brasileiro por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes interpretada como delírio ou devaneio, a opção agora é realidade resultante do sonho, quando se sonha junto, governo federal e cidadania.
Grosso modo, o método testado e aprovado consiste em remover células de defesa do paciente a fim de proceder à reprogramação genética para combater a enfermidade. O desenvolvimento desta técnica, a preços mais em conta, é a principal atribuição do recém-inaugurado Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T.
O órgão, filiado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), passou a constar como prioridade tão logo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado do seu alcance decisivo. No decorrer do tempo, serão incontáveis as vidas salvas pelo sistema CAR-T, razão forte o suficiente para o chefe de Estado de perfil humanista abraçar o projeto.
Não se trata de milagre, embora a vida mesma, em si, carregue indícios milagrosos: a terapêutica emerge da soma de incorporação tecnológica ao avanço do estudo clínico. Tão relevante tornou-se esta trilha a ponto de reunir os principais guias na inauguração: além de Lula, a ministra da Saúde, o ministro Alexandre Padilha e Mario Moreira, da Fiocruz.
Não bastasse o forte indício de êxito da iniciativa, leva-se em conta a impossibilidade de calcular em cifras o gesto de vencer a doença, uma vez que estende o tempo de sobrevida. Ao fortalecer o bem intermediário à felicidade — a saúde —, as autoridades aprovam, por tabela, estratégias escolhidas nesta gestão, representando o alicerce da atual empreitada.
Somente consegue agora o Brasil dar um passo tão gigantesco devido aos investimentos em investigação diuturna para a produção de conhecimento em oncologia. O trabalho hoje se materializa na cura do câncer, seguindo a defesa da soberania em saúde, a cada benfazeja oportunidade de diagnóstico e terapêutica bem-sucedida, visando servir ao Brasil.
Fonte: A Tarde









