Atividade econômica fecha 2025 em queda, com retração de serviços

0
37

(Imagem: Envato)

Os indicadores de atividade econômica fecharam dezembro em queda, confirmando a desaceleração já apontada nas prévias. Dados do índice de serviços às famílias mostram retração de 2,7% na comparação mensal, pressionada pelos resultados negativos tanto de alojamento e alimentação quanto de outros serviços prestados às famílias.

No varejo, o movimento também foi de recuo. O índice restrito caiu 1,5% frente a novembro, enquanto o varejo ampliado apresentou retração de 1,3% no mesmo período. Vestuário, material de construção e automóveis, partes e peças foram os segmentos que mais contribuíram para o resultado negativo do mês.

O desempenho consolida um quarto trimestre marcado por atividade próxima da estabilidade e reforça a continuidade do processo de desaceleração observado no terceiro trimestre de 2025.

Serviços recuam no fim do ano

Após um resultado positivo em novembro, os serviços voltaram a registrar queda em dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a retração foi de 5,5%, mantendo uma sequência de resultados negativos ao longo de 2025.

O segmento de alojamento e alimentação recuou 2,2% no mês, após a recuperação registrada anteriormente. Já os outros serviços prestados às famílias caíram 2,6%, acumulando o quinto resultado negativo consecutivo.

Segundo a leitura dos dados, o arrefecimento do consumo de serviços no fim do ano pode estar relacionado ao impacto da política monetária restritiva, que segue limitando o ritmo da atividade econômica.

(Imagem: IGet/Divulgação)

Varejo fecha dezembro em queda

No comércio, o varejo ampliado recuou 1,3% em dezembro na comparação mensal, embora ainda registre crescimento de 1,7% frente a dezembro de 2024. O varejo restrito apresentou queda de 1,5% no mês, com avanço de 4,1% na base anual.

Entre os principais destaques negativos do varejo restrito estão vestuário, com queda de 5,8%, supermercados, que recuaram 1,2%, e combustíveis, com retração de 0,2%. No varejo ampliado, o desempenho foi impactado pela queda de 2,7% em automóveis, partes e peças e pela retração de 3,4% em materiais de construção.

(Imagem: IGet/Divulgação)

Atividade segue pressionada

Com a confirmação dos números de dezembro, os dados reforçam o cenário de pressão da política monetária sobre o consumo e o investimento. O fechamento do quarto trimestre indica um ambiente de crescimento limitado, em linha com a estabilidade observada nos meses anteriores e com a desaceleração iniciada no terceiro trimestre de 2025.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here