Bebidas alcoólicas contaminadas com metanol podem causar morte Crédito: Freepik
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou nesta segunda-feira (5) que três novos casos suspeitos de intoxicação por metanol foram descartados após investigação. Com isso, sobe para oito o total de notificações analisadas e excluídas no estado. O número de casos confirmados permanece em sete, com uma morte registrada.
A vítima fatal foi Vinícius Oliveira Vieira, que estava entre os intoxicados em Ribeira do Pombal, no interior baiano. Ele chegou a ser transferido para o Hospital Couto Maia, em Salvador, mas não resistiu. O óbito foi confirmado na sexta-feira (2).
As intoxicações foram confirmadas no dia 31 de dezembro de 2025, após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar metanol em bebidas alcoólicas apreendidas no município e em amostras de sangue de sete pacientes hospitalizados. As investigações apontaram que todas as bebidas envolvidas foram compradas no mesmo depósito da cidade.
Seis vítimas consumiram um drink com vodca durante uma festa de noivado. Vinícius havia comprado bebida no mesmo local no dia anterior e não participou do evento, sendo a primeira pessoa a apresentar sintomas.
Quatro mulheres que estavam internadas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, receberam alta após melhora clínica. Outras duas pacientes em estado grave seguem internadas no Hospital Couto Maia: Edicleia Andrade de Matos, que está intubada, e Daniele Barbosa do Carmo Matos.
Após a confirmação dos casos, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária lacraram o depósito onde as bebidas foram adquiridas, e outros dois estabelecimentos tiveram produtos apreendidos. A prefeitura de Ribeira do Pombal determinou a suspensão temporária da venda e consumo de bebidas alcoólicas destiladas até esta segunda-feira (5). A medida também foi adotada por Ribeira do Amparo, cidade vizinha.
O Ministério da Saúde informou que acompanha os casos e reforçou o envio do antídoto fomepizol para a Bahia. A Sesab afirmou que mantém ações de vigilância e prevenção para evitar novos episódios de intoxicação.
Fonte: Jornal Correio









