Inema alerta: céu nublado não protege contra radiação solar; veja riscos e cuidados

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Salvador tem tempo nublado Crédito: Arisson Marinho / CORREIO

O céu encoberto por nuvens pode transmitir uma falsa sensação de proteção contra os raios solares. Mesmo em dias nublados, a radiação ultravioleta (UV) consegue atravessar as nuvens e atingir a superfície terrestre, oferecendo riscos à saúde, principalmente à pele e aos olhos. O alerta é do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que recomenda manter os cuidados com a exposição solar independentemente das condições do tempo. A exposição excessiva pode provocar queimaduras, envelhecimento precoce da pele, aumentar o risco de câncer de pele e causar danos à visão.

Segundo o meteorologista Thiago Barros, da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (Cocep) do Inema, embora a camada de ozônio absorva parte da radiação ultravioleta, ela não impede completamente sua chegada à superfície. O mesmo ocorre com as nuvens, cuja capacidade de bloquear os raios varia conforme a espessura, a altitude e o tipo de formação. “Por isso que, em dias nublados, não é garantia de que não tenhamos excesso de radiação ultravioleta na superfície. O protetor solar e os óculos são indispensáveis, mesmo em dias nublados”, reforça. Entre as recomendações estão o uso de protetor solar, óculos escuros com proteção UV, chapéus e roupas que reduzam a exposição da pele, além de evitar permanecer ao ar livre por períodos prolongados nos horários de maior intensidade da radiação.

O meteorologista também chama a atenção para o chamado meio-dia solar, momento em que o Sol atinge sua maior altura no céu, que nem sempre coincide com o meio-dia marcado pelo relógio. “Evitar, principalmente, próximo do meio-dia solar, que é onde temos a maior quantidade de radiação disponível”, orienta. O Inema monitora o Índice de Radiação Ultravioleta (IUV), indicador que mede a intensidade dos raios UV que atingem a superfície terrestre. Conforme a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice apresenta cinco níveis de risco: baixo, moderado, alto, muito alto e extremo. As informações podem ser consultadas no portal oficial do Inema, na seção de monitoramento ambiental.

Fonte: Jornal Correio

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