Governo recomenda vacina contra HPV para crianças a partir de 2 anos

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Vacina da HPV é recomenda para crianças a partir dos 2 anos – Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Devido ao aumento de notificações de violência sexual em menores de 9 anos, o Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina contra o HPV para crianças a partir de 2 anos. A nova norma foi divulgada na nota técnica publicada esta semana pelo órgão.

Até o momento, a vacinação estava destinada a vítimas de violência sexual com idades entre 9 e 45 anos.

Índice de violência sexual cresce entre crianças e adolescentes

Os registros de violência sexual entre crianças e adolescentes apresentaram crescimento significativo ao longo de dez anos. Na chamada primeira infância, que reúne crianças de 0 a 4 anos, as notificações passaram de 1.671 casos, em 2014, para 7.845, em 2024, um aumento de mais de quatro vezes.

O cenário também se repetiu entre crianças de 5 a 14 anos, faixa em que os registros subiram de 6.594 para 29.135 notificações no mesmo período. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, os casos passaram de 1.632 para 6.869, também mais de quatro vezes.

HPV pode aumentar riscos à saúde

Além dos impactos provocados pela própria violência, o Ministério da Saúde alerta para a relação entre a exposição sexual na infância e o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo o HPV.

Segundo a pasta, a infecção pelo vírus representa um problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e à associação com diferentes tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

O HPV também pode provocar verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores, com possíveis consequências clínicas, psicossociais e econômicas.

A exposição durante a infância pode ainda aumentar a vulnerabilidade para novas infecções. Conforme o ministério, existem evidências de que parte das vítimas pode sofrer novos episódios de violência, ampliando as possibilidades de contato com o vírus ao longo do tempo.

Outro ponto destacado pela nota são os efeitos que podem permanecer durante a vida. Estudos citados pelo Ministério da Saúde apontam maior risco de problemas emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem e comportamentos sexuais de risco entre vítimas de violência sexual, fatores que também podem elevar a vulnerabilidade às ISTs.

Fonte: A Tarde

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