Trombose pode ser silenciosa e virar emergência; veja os sinais que não devem ser ignorados

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Trombose pode ser silenciosa e virar emergência; veja os sinais que não devem ser ignorados Crédito: Imagem gerada pela IA

A trombose pode começar sem chamar atenção. Em alguns casos, o coágulo se forma em uma veia profunda da perna sem provocar sintomas claros. O perigo aparece quando ele se desprende e chega aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar, situação que pode exigir atendimento médico imediato.

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 75 mil registros de trombose foram contabilizados no Brasil em 2024. No primeiro semestre de 2025, já eram mais de 36 mil registros. A principal forma da doença é a trombose venosa profunda (TVP), que ocorre quando um coágulo bloqueia parcial ou totalmente o fluxo de sangue em uma veia profunda, geralmente nas pernas.

Inchaço em uma perna merece atenção

Segundo o cirurgião vascular Fábio Cypreste, um dos sinais que devem ser observados é o surgimento de um inchaço diferente do habitual em apenas uma das pernas.

O quadro pode vir acompanhado de:

  • dor ou sensibilidade;
  • sensação de calor na região;
  • vermelhidão;
  • mudança na coloração da pele.

A ausência desses sinais, porém, não significa que a trombose esteja descartada. “A trombose da perna pode ser silenciosa, o problema é quando o coágulo se desprende e chega ao pulmão”, alerta o especialista.

Falta de ar súbita é sinal de emergência

Quando o coágulo chega aos pulmões, ocorre a embolia pulmonar. Nesse caso, os sintomas podem surgir de forma repentina.

Entre os sinais estão:

  • falta de ar súbita;
  • dor no peito;
  • coração acelerado;
  • tontura.

De acordo com o médico, diante desses sintomas, principalmente quando aparecem de repente, é necessário procurar atendimento de emergência.

Quem tem maior risco?

A trombose pode atingir qualquer pessoa, mas algumas situações aumentam a probabilidade de formação de coágulos.

Entre os principais fatores estão:

  • cirurgia ou internação recente;
  • longos períodos de imobilização;
  • fraturas ou acidentes envolvendo as pernas;
  • câncer em tratamento;
  • gravidez;
  • período após o parto;
  • obesidade;
  • histórico pessoal ou familiar de trombose;
  • trombofilias, que são alterações que podem aumentar a tendência à formação de coágulos.

Quanto mais fatores de risco se acumulam, maior deve ser a atenção.

Viagens longas também exigem cuidados

Ficar muitas horas sentado pode dificultar a circulação do sangue nas pernas. Por isso, durante viagens prolongadas, a recomendação é levantar, caminhar e movimentar as pernas regularmente, quando possível. Depois de cirurgias ou internações, a movimentação também deve ser retomada assim que for considerada segura pela equipe médica.

Manter um peso saudável e praticar atividade física regularmente são outras medidas que contribuem para a prevenção. Em pessoas com risco elevado, como pacientes submetidos a grandes cirurgias, internados, com câncer, histórico de trombose ou durante a gestação, a equipe médica pode indicar medidas preventivas específicas, incluindo anticoagulantes, meias elásticas ou compressão pneumática.

Conheça alguns mitos e verdades sobre o assunto:

  • Jovens também podem ter trombose?
    Verdade. A idade não elimina o risco. Em pessoas jovens, é importante investigar situações que possam favorecer a formação de coágulos, como gravidez, pós-parto, cirurgias, imobilização, obesidade, câncer e trombofilias. Segundo o especialista, uma pessoa jovem e saudável não precisa viver com medo da doença, mas deve conhecer os fatores que aumentam o risco e saber reconhecer os sinais de alerta.
  • Anticoncepcional pode aumentar o risco?
    Verdade, em algumas situações. Alguns anticoncepcionais combinados, que contêm estrogênio e progestagênio, podem aumentar o risco de trombose. Esse risco costuma ser baixo em mulheres saudáveis, mas pode se tornar mais relevante quando existem outros fatores associados, como tabagismo, obesidade, histórico pessoal ou familiar de trombose e algumas doenças. Por isso, a escolha do método deve considerar o perfil e os fatores de risco de cada paciente.
  • Toda cirurgia provoca trombose?
    Mito. Uma cirurgia pode aumentar temporariamente o risco porque há alterações na coagulação, resposta inflamatória e, muitas vezes, redução da mobilidade. Isso não significa, porém, que toda pessoa submetida a uma cirurgia desenvolverá trombose. O risco varia de acordo com o tipo e a duração do procedimento e as características de cada paciente. A equipe médica deve avaliar individualmente a necessidade de medidas preventivas.
  • Testosterona causa trombose?
    Meia verdade. A testosterona não deve ser considerada automaticamente uma causa de trombose. O hormônio, porém, pode aumentar a produção de glóbulos vermelhos, o que pode exigir acompanhamento médico. Segundo Fábio Cypreste, o problema está principalmente no uso sem indicação, em doses inadequadas ou sem monitoramento dos efeitos no sangue. 

Fonte: Jornal Correio

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