Cometa caiu no Sol? Entenda o que se sabe sobre objeto que desapareceu após mergulhar em direção ao astro

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Cometa caiu no Sol? Entenda o que se sabe sobre objeto que desapareceu após mergulhar em direção ao astro Crédito: Divulgação

Um pequeno objeto compatível com um cometa rasante foi identificado durante uma aproximação extrema do Sol entre os dias 26 e 30 de junho de 2026. A conclusão é de uma investigação conduzida pelo professor e pesquisador Marcos Calil, a partir da análise das imagens originais da missão Soho (Solar and Heliospheric Observatory), desenvolvida pela Nasa em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA).

O estudo foi realizado com base na sequência de imagens registradas pelo coronógrafo Lasco C3, equipamento responsável por monitorar a região ao redor do Sol. A análise envolveu centenas de quadros com data e horário em UTC, permitindo acompanhar a trajetória do objeto durante sua passagem.

Cometa 3I/Atlas por Observatório Intl Gemini

Apesar de diversas publicações nas redes sociais e em sites afirmarem que o cometa “caiu no Sol”, o pesquisador afirma que os dados disponíveis não permitem confirmar essa informação. Segundo a análise, o que pode ser afirmado com segurança é que o objeto mergulhou em direção ao Sol e, posteriormente, deixou de ser detectado pelos instrumentos da missão.

Ainda não é possível determinar, com rigor científico, se ele atingiu efetivamente a atmosfera solar ou se foi completamente destruído durante a aproximação extrema — um comportamento considerado comum entre os chamados cometas rasantes, conhecidos internacionalmente como sungrazers.

Até o momento, o objeto também não recebeu uma designação oficial pública junto ao Projeto Sungrazer nem ao Minor Planet Center (MPC), órgão responsável pelo registro de pequenos corpos do Sistema Solar. De acordo com Marcos Calil, a trajetória observada é compatível com a dos cometas da família Kreutz, grupo que reúne a maior parte dos pequenos cometas rasantes detectados pela missão SOHO ao longo dos últimos anos. No entanto, essa classificação ainda depende de confirmação oficial pelos órgãos responsáveis.

A investigação permanece em andamento e continuará acompanhando eventuais atualizações publicadas pelas instituições responsáveis pelo monitoramento desses objetos. Segundo o pesquisador, o trabalho foi desenvolvido com base em uma metodologia que prioriza fontes primárias, utilizando exclusivamente dados oficiais da missão SOHO, com o objetivo de diferenciar aquilo que foi efetivamente observado das interpretações técnicas e das informações que ainda aguardam confirmação científica.

Fonte: Jornal Correio

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