Wagner Moura e mais: conheça brasileiros mais influentes do mundo

0
18

Wagner Moura – Foto: Etienne Laurent | AFP

O ator baiano Wagner Moura e os pesquisadores Luciano Moreira e Mariângela Hungria são os brasileiros que integram a tradicional lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada pela revista Time nesta quarta-feira, 15.

A publicação visa valorizar nomes de destaque global da cultura, política, negócios, ciência, esportes e entretenimento do último ano.

Em publicação nas redes sociais, a Time explicou que o reconhecimento ao soteropolitano aconteceu devido o sucesso do filme “Agente Secreto”.

“Há algo nele que remete à velha Hollywood, o que faz parecer uma raridade entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e seu senso de humor travesso equilibram qualquer tendência à seriedade excessiva”, diz a legenda.

Mariângela Hungria

Já a pesquisadora, engenheira agrônoma, microbiologista e professora universitária Mariângela Hungria, aparece em destaque entre a seleção “Pioneiros” pelo trabalho considerado referência internacional na área de microbiologia do solo.

Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, ela atua há décadas no desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura e integra a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Mariangela é reconhecida por estudos voltados ao uso de microrganismos que podem substituir fertilizantes sintéticos, através de fixação biológica do nitrogênio, aumentando a produtividade da cultura da soja no Brasil.

Segundo a Time, suas inovações científicas são utilizadas em todo o mundo e ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.

Pesquisadora Mariângela Hungria

Pesquisadora Mariângela Hungria | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Luciano Moreira

Fehcando o trio dos brasileiros mais influentes do mundo está Luciano Moreira, que é pesquisador, engenheiro agrônomo e entomologista. Ele, que integra a seção de “Inovadores”, liderar uma iniciativa que pretende eliminar doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como é o caso da dengue, zika e chikunguya.

Ele faz parte da equipe de cientistas que comanda uma fábrica em Curitiba, no Paraná, onde mais de 80 milhões de ovos de mosquito são produzidos a cada semana. Para o combate, Moreira utiliza a bactéria Wolbachia para infectar mosquitos para inibir as transmissões de patógenos humanos nocivos.

Os mosquitos se reproduzem em uma sala repleta de gaiolas de tela, com temperatura controlada. Após a eclosão dos ovos, os eles são liberados em cidades brasileiras para ajudar no controle da dengue e outras doenças.

Os insetos infectados são liberados para que se reproduzam com a população local de Aedes aegypti e gerem descendentes também portadores da bactéria, com menores chances de transmitir os males.

Assim, o método promete reduzir drasticamente a transmissão e os gastos com os tratamentos dessas doenças.

A ação é presente em 14 países e testado no Brasil desde 2014, e foi aprovado pelo governo federal como uma medida eficaz para o combate à dengue.

Pesquisador Luciano Moreira

Pesquisador Luciano Moreira | Foto: Divulgação/Fiocruz

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here