Movimentação de clientes em uma das lojas da rede Atacadão – Foto: Divulgação
O avanço dos atacarejos no Brasil passa diretamente pelas redes que também operam na Bahia — e os números mostram o tamanho desse movimento. Juntas, essas empresas somaram R$ 218 bilhões em faturamento em 2025, impulsionando um setor que já não é mais tendência, mas uma realidade consolidada no varejo alimentar.
Mesmo diante de juros elevados e do orçamento apertado das famílias, o modelo segue em expansão e batendo recordes.
De acordo com o 5º Ranking da ABAAS, as 24 empresas associadas movimentaram R$ 360 bilhões no ano passado — cerca de 3% do PIB nacional e um crescimento de 11% em relação a 2024.
Além do peso financeiro, o setor também se destaca na geração de empregos, com 431 mil vagas diretas e uma rede de 2.189 lojas espalhadas por todo o país.
Bahia no radar: líderes também operam no estado
O topo da lista é dominado por gigantes que, além do faturamento bilionário, também marcam presença na Bahia — o que ajuda a explicar o avanço do varejo local.
Na liderança aparece o Atacadão, com impressionantes R$ 89,9 bilhões em receita.
Logo atrás vem o Assaí, que fechou o ano com R$ 84,7 bilhões.
Fechando o pódio está o Grupo Mateus, com R$ 43,6 bilhões — um nome que chama atenção pela forte presença regional, especialmente no Nordeste, incluindo operações que impactam diretamente o mercado baiano.
Os 10 maiores atacarejos do Brasil
O ranking nacional reforça o tamanho desse mercado e como ele se distribui entre grandes redes:
- Atacadão (Grupo Carrefour): R$ 89,9 bilhões
- Assaí: R$ 84,7 bilhões
- Grupo Mateus: R$ 43,6 bilhões
- Irmãos Muffato: R$ 20,4 bilhões
- Grupo Pereira: R$ 17,5 bilhões
- Grupo Koch: R$ 12,9 bilhões
- Novo Mateus: R$ 12,5 bilhões
- Mart Minas e Dom Atacadista: R$ 12,5 bilhões
- Cencosud: R$ 10 bilhões
- Tenda Atacado: R$ 8 bilhões
Baianos também aparecem na lista
Mesmo com a liderança concentrada em grandes grupos nacionais, empresas com origem baiana também marcam presença no ranking da ABAAS.
- 22º – Atakarejo: R$ 5.232.874.797
- 77º – Rede Mix: R$ 1.094.052.649
- 80º – Hiperideal: R$ 1.042.423.758
Os dados mostram que, mesmo fora do topo, o varejo baiano segue ganhando musculatura e ampliando sua relevância no cenário nacional.
Fonte: A Tarde









